
MINHA RÁDIO



:: Cânticos de Ascensão
Olá!
Finalmente a correria deu uma trégua, e estou aqui!
Rosh Hashaná já passou, Iom Kipur está por vir, e é bom nos prepararmos, com todo o nosso ser e de todo o coração.
A partir deste post gostaria de falar sobre algo muito especial para mim, cujo tema tem me ensinado muito no decorrer dos meus dias: Os Salmos.
Carrego comigo o Livro de Salmos, e tenho aprendido muito com ele. Não o tenho como amuleto, claro que não, mas sempre que posso leio um salmo e fico viajando naquelas palavras que parecem ser inspiradas no meu próprio cotidiano!
Chegando no Salmo 120, vemos que os quinze salmos que se seguem são os "Cânticos de Ascensão", e eu simplesmente os amei. Hoje escreverei sobre o Salmo número 120, o primeiro destes cânticos.
"Um cântico de ascensão. Em minha angústia clamei ao Eterno e Ele me atendeu.
Livra minha alma, ó Eterno, de lábios mentirosos e línguas enganadoras.
O que ganharás e o que te serás acrescido por teres uma língua enganadora?
Calúnias são como as flechas aguçadas dos guerreiros, que transportam brasas vivas.
Ai de mim, que tive que peregrinar em Méshech e habitar nas tendas de Kedar.
Minha alma, por bastante tempo, teve que morar entre os que odeiam a paz.
Não quero a guerra, mas mesmo quando lhes falo de paz eles preferem a guerra."
Existem pessoas que desejam a paz, e existem outras que não conseguem viver em paz nem colaborar para a sua existência. Às vezes não entendemos como alguém pode simplesmente odiar a paz!
A verdade é que muitas vezes temos que conviver com pessoas incompreensíveis, e isto acaba causando grandes conflitos. Este salmo nos ensina a sermos menos duros, menos implacáveis, menos arrogantes. O salmista mesmo disse que teve que conviver por muito tempo entre os que odeiam a paz.
Isto não significa que temos que concordar com todas as situações que nos apresentam, pelo contrário, temos que, pouco a pouco, ensinar a estas pessoas que um relacionamento, uma convivência, precisa de compreensão para ser sadia. Acredito que a humildade é um dom, uma rara virtude, como um tesouro muito precioso. A Torá diz que não havia ninguém mais manso na face da Terra como Moisés. Ele de fato demonstrou sua grandeza através da humildade, mas não deixou de quebrar as tábuas da lei quando viu a fraqueza do povo que pecou tão gravemente em sua ausência.
Este salmo nos ensina que devemos ser tolerantes sim, mas nunca deixando de falar a verdade e desejá-la. E devemos viver sempre confiando no Eterno, bendito Seja, para que Ele esteja mudando o caráter e as ações daqueles que nos entristecem, que preferem a guerra, mesmo quando falamos de paz.
Lembre-se daquilo que o salmista pôde declarar: "Em minha angústia clamei ao Eterno e Ele me atendeu."
(Próximo post, Salmo 121)
Shalom veLehitraot!