Este blog fala de alguém que está aprendendo a viver uma vida religiosa judaica da melhor maneira que pode e se esforça para isso. Fala de uma garota de 19 anos que deixou os estudos e o trabalho para ser dona-de-casa, ao lado do pai e da irmã.

SOBRE MIM :-)


#

"B'SHEM HASHEM
Elohê Yisrael
Mimini Michael,
Umissemoli Gavriel
Umilefanai Uriel,
Umeachorai Refael
Veal roshi shechinat El."

Em Nome do Eterno
O Eterno de Israel
à minha direita Michael,
à minha esquerda, Gabriel,
à minha frente Uriel,
à minha retaguarda Rafael,
e sobre minha cabeça
paira a Presença do Eterno.



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#

"Dedica-te menos aos negócios
para te ocupares com a Torá;
sê humilde de espírito
perante todos.

Se abandonares a Torá,
muitas causas para abandoná-la
apresentar-se-ão a ti;
Mas se te esforçares na Torá,
haverá muita recompensa para ti."
Pirkê Avot 4:12


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:: Romance musical

O Dia dos Namorados está chegando e eu que sou fã de Edição de Amanhã, achei romântico demais o episódio de hoje. O Gary contou para a Érica sobre o jornal, e eles estão tão apaixonados! Hoje todo mundo se deu bem no programa, até a Marissa encontrou um moço bem simpatiquinho. Que lindo, ui!

Como eu ia dizendo, o Dia dos Namorados está aí, e as músicas românticas não saem da cabeça de quem está in love. Mas é cada música que a gente ouve por aí! As músicas românticas têm fama de bregas, mas a música que eu ouvi hoje dentro do ônibus é de lascar.

Eu não sabia se prestava atenção na conversa dos rapazes do meu lado, sobre os policiais tirando insul-film dos carros na Vila Rica, ou se eu prestava atenção na Rádio Laser FM.

Mas não tinha como não prestar atenção... a música estava tão alta, e o pior não tinha como não reparar: era uma espécie de música sertaneja (?), tipo Bruno e Marrone, que tinha uma letra profundamente complexa.

A música conta a história de um homem que se apaixonou por uma mulher. De repente, sem mais nem menos, a mulher falou: "Saia da minha vida." Bom, até aí tudo bem, mas a mulher nem deu uma explicação pro, até então, seu companheiro.

Então ele começa a se lamentar, dizendo que ela era tão especial, mas tudo o que ela decididamente dizia era "não ligue mais, é melhor assim". 

Num dado momento, diz a história, a mulher o procurou, com "a voz suave quase que informal", dizendo que não era bem assim. (mulher volúvel!)

No ápice da história apaixonante, entra a frase que tem tudo a ver:

"Teu silêncio preso na minha garganta, e o medo da verdade... Hey!"

(!!!)

Então entra o refrão:
"Eu sei que eu, ah! eu queria estar contigo
Mas eu sei que não é permitido
Talvez se nós tivéssemos fugido
E ouvisse a voz desse desconhecido."

Depois de ouvir duas vezes esse refrão eu decidi anotar, porque é profundo demais! Primeiro: O cara queria estar com ela, mas não era permitido.
Afinal, por que não era permitido? E ele queria fugir de quem? "E ouvisse a voz desse desconhecido"... Alguém sabe quem seria esse desconhecido?

Sim, porque não deu nem prá entender o que o desconhecido palpitou na história... seria bom se eles fugissem mesmo, e levassem essa música lá pra cidade de TIAHUANACO.

Mesmo sem ter pé e cabeça, o amor fala mais alto né? Ui!

Shabat Shalom everyone!


:: Postado por Sarah às 15h34
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:: Meu cachorro é animal

Eu prometo que vou falar com mais freqüência sobre assuntos sérios de verdade, como judaísmo. Tenho um monte de coisas prá postar, mas hoje eu estou com uma vontade grande de falar do meu cachorro, ao som de Shir la Shalom (que está me enjoando de tanto ouvir).

É o Nicky. Estou olhando prá ele agora, deitado em cima da almofada, no sofá, dormindo. Ele é o animal mas doce do planeta. Um poodlezinho preto, pequenininho, que fascina qualquer um. Apesar de ser pequeno, ele tem um coração gigante. Durante esses cinco meses que fiquei em casa, ele me ajudou com a sua companhia.

É que ele tem um olhar tão meigo, onde não existe inveja ou egoísmo (tá bom, ele é um cachorro), mas acontece que ele continua gostando de mim mesmo quando eu não levo ele prá passear ou brincar. Mesmo quando não tenho tempo para dar atenção, ele me acompanha pela casa. Quando eu páro, ele pára. Quando eu ando, ele anda. Se eu demoro, ele senta nos meus pés. Se eu deito no sofá, logo ele vem e deita comigo, ou então fica passando as patinhas no meu rosto e lambendo a minha mão.

Quando eu chego em casa, ele sai em disparada atrás da bolinha, ou do ossinho, e quer brincar de todo jeito. Quando eu saio, ele simplesmente não tira os olhos de mim até que eu feche a porta completamente. Ele é tão companheiro que muitas vezes já me peguei pedindo um favor prá ele. Se eu estou passando roupa, ele fica deitado perto, e parece que com a sua presença ele quer ajudar. Tanto que, no meio dos apuros, quase que sai umas pérolas do tipo "pega algo prá mim", "abre tal coisa", "fecha a janela prá mim"... Haaaha que horror. Mas se pudesse ele faria.

Ele é calmo, não é como alguns cachorros que destroem tudo o que vêem, ou que não conseguem parar um minuto. Quando estou vendo TV, ele deita e apóia a cabeça no meu cólo, e fica ali bem quietinho até dormir.

O problema é quando ele vê outros animais, aí ele vira uma ferinha. Ele sobe no encosto do sofá, de onde ele tem uma visão ampla da vizinhança dentro e fora do prédio, e fica monitorando tudo. Quando ele ouve barulho de cavalo passando... A janela fica toda babada, de tão feroz que é o latido dele.

Não sei se ele quer conversar ou trocar uma idéia com os bichos que passam, mas a questão é que ele parece ficar bravo com algum outro bicho na área, e rosna sem parar. Como eu não sei se ele quer conversar ou intimidar os bichos, eu vou participar da conversa também. Não adianta falar para ele parar ou chamar a sua atenção com outra coisa, então eu subo no sofá e fico na janela com ele. Cada latido dele eu respondo com um "é mesmo!" ou "puxa vida, que cavalinho mais simpático!", até que ele se contenta e os bichos somem de vista.

Durante as refeições é outra história. Ele fica de pé o tempo todo, arranhando as pernas da gente até alguém dar um pedaço de carne ou algo assim, ele é fascinado por comida! Enquanto estou cozinhando, ele fica sentadinho do lado do fogão, porque se eu deixo cair alguma coisa ele tá pronto prá pegar.

Enfim, ele gosta de carinho, gosta de beijinhos, gosta de comida, gosta demais de passear. Me corta o coração ver ele parado feito René Descartes, naquela pose de "penso, logo existo". Ele pára em frente da coleira, onde ela fica pendurada, e fica olhando prá ela com cara de piedade, até alguém ter dó e levar ele lá fora.

O problema é as proibições do condomínio, onde tem tanto verde mas nada para cachorros. O correto é levar ele fora das áreas do condomínio, mas com tanto cachorro solto na rua, quem disse que eu volto viva? Então eu pego a chave do carro, desço com ele e faço de conta que vamos sair com o carro. Aí eu abro a porta do carro e fico mexendo em qualquer coisa enquanto ele faz xixi na grama e cheira tudo. Aí eu fecho o carro e volto feliz porque a síndica não viu!

Tá bom, quem tem paciência de ficar lendo um post sobre o meu cachorro? Se eu pudesse eu ficaria o resto do dia falando dele, mas não posso. Só queria deixar registrado que eu amo o meu cachorro. Isso tudo é tão romântico, pena que animais não lêem blogs.

Bom, de volta ao mundo real, o trabalho está indo muito bem! Estou pegando tudo pouco a pouco, e as coisas em casa parecem estar sob controle. Não é fácil viver num mundo que é um verdadeiro fast-food, ao lado de tanta gente atacada pelo stress. Muitos estão ficando malucos em busca de conhecimento, em busca do avanço da ciência e em busca de se atualizar no mundo de hoje. Mas o judaísmo confirma aquilo que ensina o Mishle: a sabedoria tem seu princípio no temor ao Eterno; esta é a chave principal.

Shalom ve lehitraot!


:: Postado por Sarah às 16h53
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:: O primeiro dia de trabalho

São tantas caraminholas na minha cachola que penso duas vezes antes de postar (muito esforço mental), com tantos assuntos na cabeça, é difícil organizar as idéias!

Hoje foi meu primeiro dia de trabalho na agência. O dia começou cedo, fazendo um tour pela cidade que eu pouco conhecia, na realidade fiquei uma hora dentro de um ônibus e passei por todas as ruas possíveis e imagináveis. O cobrador faz um esquema com o motorista, ele fica com um moeda de 0,25 na mão e bate ela no ferro toda vez que as pessoas terminam de descer do ônibus. Acho que assim o motorista sabe que pode prosseguir, mas eu sinceramente não sei o porque do retrovisor.

Aprendi algumas coisas, a mexer em alguns sistemas de banco, mas a prática e o tempo é que ensinam a levar jeito em tudo. Parece que todo mundo na empresa depende do trabalho que estou aprendendo, por isso ele é, para mim, o mais complicado de todos.

Em suma, correu tudo bem e eu espero que continue assim.
Já deixei a comida pronta em casa, para o senhorito e a madame, então não tive muitas preocupações. Mas aquela geral na casa, que a gente costuma fazer de manhã, acumulou pra tarde, e essa é a parte mais divertida de todas.

:: Da série: Diálogo em família

Irmã: Pai, quando a Sarah vai casar, ein?
Pai: É...
Irmã: Pra mim, ela vai casar com um fazendeiro e boiadeiro, e vai dançar country no Raul Gil.
Sarah: ??
Irmã: E o senhor vai aparecer mascando aquele matinho na boca.
Sarah: ...
Irmã: E eu vou viver de plantar couve.

Se o meu destino fosse segundo a imaginação da minha irmã, eu estaria feita na vida. Até os 9 anos, ela dizia que eu iria me casar com o Tarzan. De uns tempos prá cá, com um boiadeiro, e isto porque ela nem assiste novela da Globo.


:: Postado por Sarah às 16h53
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